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sexta-feira, 3 de junho de 2011

OMS confirma que bactéria E. coli pode ser transmitida de pessoa para pessoa


A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira que a bactéria intestinal E. coli Enterohemorragica pode ser transmitida de pessoa para pessoa através dos sedimentos ou por via oral."Este tipo de transmissão nos preocupa e, por esta razão, queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene pessoal", declarou a epidemiologista da OMS Andrea Ellis. A especialista assinalou que por enquanto todos os casos "estão relacionados com o norte da Alemanha", de modo que se acredita que a exposição à bactéria esteja "limitada a essa área". A cepa da bactéria Escherichia coli (E.coli) já foi detectada em humanos anteriormente, informou a OMS, ainda que alguns pesquisadores tenham afirmado o contrário.
"A cepa que foi detectada na Alemanha é muito rara, já é conhecida entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada em um surto", afirmou Fadela Chaib, porta-voz da agência de saúde das Nações Unidas. "Esta cepa foi identificada em casos humanos, mas não em surtos." Ela se recusou a fazer comentários diretos sobre a pesquisa, mas indicou que os especialistas em saúde da organização podem abordar a questão ainda nesta sexta-feira.
Os comentários da porta-voz da OMS surgem depois que um grupo de pesquisadores em Hamburgo descobriu com a ajuda de especialistas chineses que a cepa da E.coli é um "novo tipo" extremamente agressivo e resistente a antibióticos.
Sobre as vias de transmissão, explicou que o contágio "pode ocorrer sem uma higiene adequada", por isso que uma medida de prevenção eficaz é lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de tocar nos alimentos. O EHEC tem um período de incubação médio de três a quatro dias, com a maioria de pacientes que se recuperam em 10 dias, mas em uma pequena parte dos pacientes principalmente crianças e idosos - a infecção pode levar ao SUH, uma doença grave que se caracteriza por causar insuficiência renal aguda. Uma vez que aparece o SUH surge a doença em toda sua gravidade, com um risco de mortalidade entre 3% e 5%, segundo dados da OMS.
O SUH é a causa mais comum de insuficiência renal grave em crianças e pode causar complicações neurológicas até 25% de pacientes e deixar sequelas. Em entrevista coletiva, Ellis mencionou que um aspecto incomum deste surto é o grande número de casos de SUH e também o fato de que os adultos sejam os mais afetados, quando normalmente não é o grupo de maior risco. Além disso, comentou que o maior impacto está entre as mulheres por supostamente tenderem a consumir mais vegetais crus em saladas, e acredita-se que é ali onde está a origem da bactéria.
"O mais provável é que neste caso o modo de transmissão seja através dos alimentos, mas não sabemos qual. E isto também não significa que não possa ser outra coisa", enfatizou, após explicar que a água, o contato com animais ou com pessoas infectadas também são outros modos conhecidos de transmissão.
De outro lado, precisou que a variante da bactéria letal que circula na Alemanha tinha sido vista já no ser humano, mas sempre de maneira esporádica e nunca em situações de epidemia. O especialista reconheceu que "há algo nesta bactéria que a torna particularmente virulenta", mas ainda não se decifrou o que é.
Sobre o tratamento, indicou que a OMS desaconselha a administração de antidiarréicos e antibióticos "porque podem piorar a situação", embora "pode surgir casos particulares que os usem". Entre as razões - acrescentou - é que os antidiarréicos desaceleram o trânsito intestinal, o que faz com que o risco de absorção da toxina liberada pelo E. coli seja maior. Questionada se este surto epidêmico é passageiro, Ellis respondeu que "é muito cedo para afirmar".
A Alemanha estabeleceu nesta sexta-feira uma força-tarefa nacional, na corrida para conter a disseminação de uma bactéria mortal, para encontrar a fonte de uma cepa altamente tóxica de E.coli O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, envolto em uma disputa comercial com a União Europeia depois que Moscou proibiu as importação de frutas e vegetais frescos do bloco, agravou a crise dizendo que não irá "envenenar" os russo suspendendo o embargo. Alertas repetidos aos alemão para que não comam saladas de vegetais - abalando fazendeiros e lojas justamente na alta temporada - as autoridades sanitárias disseram ter registrado 199 novos casos da cepa rara e altamente tóxica da infecção nos últimos dois dias.
Os cientistas lutam para localizar a contaminação, supostamente causada por má higiene em uma fazenda, no transporte, em uma loja ou distribuidor de alimentos. Institutos de saúde por toda a Europa têm tentado tranquilizar o público sublinhando que a E.coli, causa frequente de envenenamento alimentar, geralmente pode ser evitada lavando os vegetais e as mãos antes de se comer, reduzindo os riscos de se transmitir a bactéria das fezes de uma pessoa infectada. Mas a resistência da cepa a alguns antibióticos e a incapacidade de descobrir a fonte do surto, tornada mais difícil pela natureza das saladas que incluem uma variedade de produtos de diferentes produtores, despertou preocupações. Reagindo a pedidos da UE para que a Rússia suspenda a proibição de quinta-feira às importações e respeito o princípio de livre-comércio, Putin disse: "Não podemos envenenar nosso povo em nome de algum lema."
 FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,alemanha-intensifica-busca-por-fonte-de-ecoli-mortal,727581,0.htm

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Criado por biólogo, software 'poupa' rãs nas aulas práticas

As 20 rãs que morreriam a cada ano nas aulas práticas de fisiologia e bioquímica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) podem respirar aliviadas. Para poupar os anfíbios de serem dissecados por alunos de Medicina, Ciências Biológicas, Enfermagem e Educação Física, o biólogo Francisco Cubo Neto, desenvolveu um software didático que se mostrou mais eficaz que o corpo dos animais para avaliar os reflexos medulares mediante estimulação química e mecânica.
O programa Fisioprat simula o mesmo procedimento feito em rãs de forma interativa e sem a necessidade de sacrificar o animal. O software foi desenvolvido por Neto em seu mestrado, voltado para a criação de materiais didáticos, que teve a orientação do professor Miguel Arcanjo Areas. "Fizemos um levantamento dos animais que eram usados em aulas práticas e constatamos que havia o uso de rãs e camundongos. A partir daí decidi criar um material que pudesse ser usado no lugar dos anfíbios", afirma.
Preocupado com a eficácia do material, que deveria servir como prática dos conteúdos teóricos, Neto criou animações que simulassem a rã e também acrescentou textos de apoio e questões de estudo de caso. "A compreensão do conteúdo é fundamental e, até então, não existia outra forma de demonstrar o mecanismo a não ser utilizando o modelo animal. Por isso, me preocupei em colocar mais informação", diz o biólogo, que contou com a sugestão de diversos professores do Instituto de Biologia da universidade. Além disso, também foram incluídos estudos de casos, explicações sobre o procedimento e feedback em relação às ações do aluno. Por fim, por meio de imagem gráficas são feitas as incisões no animal. "Essa é uma das principais vantagens do Fisioprat, o fato de o aluno poder realizar o experimento mais de uma vez", afirma.
Para avaliar o nível de aprendizado do software, Neto realizou um teste com quatro turmas de cursos oferecidos pela Unicamp. Os 127 estudantes de Biologia, Medicina e Enfermagem fizeram a aula teórica normalmente e em seguida foram separados em dois grupos. O primeiro grupo realizou a aula prática tradicional e o segundo participou do estudo com o Fisioprat. Ao final das aulas, todos os universitários responderam um questionário sobre o conteúdo estudado. Os resultados apontaram que o mecanismo desenvolvido por Neto cumpre seus objetivos e ainda é mais eficaz, já que as notas mais altas foram observadas no grupo que utilizou o programa e não as rãs de verdade.
Para o biólogo, isso ocorre por dois motivos. "No Fisioprat, os estudantes trabalham em dupla. Já na aula com animais eles estudam com uma rã para cada dez pessoas. Além disso, no software são os alunos que manuseiam e controlam o procedimento, e com os anfíbios eles somente observam o que o professor faz", explica.
Atualmente, o Fisioprat está em processo de patenteamento e neste ano o uso de rãs será extinto da Universidade de Campinas. Em seu doutorado, Neto planeja desenvolver um programa que substitua os camundongos. 
FONTE: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5123915-EI8266,00-Criado+por+biologo+software+poupa+ras+nas+aulas+praticas.html

terça-feira, 19 de abril de 2011

Falta de reciclagem causa prejuízos de R$ 8 bilhões ao ano

O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não reciclar seu lixo. A informação é do secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, e foi dada durante seminário na Câmara Legislativa do Distrito Federal na manhã desta terça-feira (12). Segundo o secretário, esta seria a economia se o país reciclasse todos os materiais passíveis de serem reaproveitados. A quantia é suficiente para construir 1,5 milhão de casas populares a cada ano. 
O déficit habitacional do país é de cerca de 6 milhões de moradias, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Ou seja, se o volume de recursos fosse direcionado para a construção de moradias, seria possível zerar o déficit habitacional do Brasil em quatro anos. O coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis da organização não governamental ambientalista WWF-Brasil, Fábio Cidrin, avalia que o prejuízo só não é maior por conta do trabalho histórico dos catadores de materiais recicláveis. “Estima-se que entre 800 mil e 1 milhão de brasileiros catadores realizam o trabalho que permite ao Brasil ter os altos índices de reciclagem que apresenta”, disse. O Brasil é, por exemplo, recordista mundial na reciclagem de latas de alumínio, reaproveitando mais de 95% do total. 
O WWF-Brasil desenvolve, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e com o Banco do Brasil, programa concebido pelo BB envolvendo um conjunto de ações relacionadas a consumo consciente e reciclagem total de resíduos em cinco cidades piloto: Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), Pirenópolis (GO) e Rio Branco (AC). Nestas cidades, as organizações parceiras vão estimular a mudança de comportamento e valores em relação à produção e destino dos resíduos sólidos e disseminar os princípios do consumo consciente. 
As ações a serem implementadas nas cidades-piloto vão permitir que os modelos desenvolvidos possam ser replicados nos demais municípios brasileiros, ajudando a diminuir a quantidade de resíduos que vai para os lixões – e diminuindo os prejuízos que o país acumula por não reciclar. A parceria também inclui a Agência Nacional de Águas (ANA), em ações desenvolvidas em 14 microbacias hidrográficas, incentivando a agricultura sustentável por meio da adoção de práticas voltadas à melhoria da qualidade das águas e à ampliação da cobertura da vegetação natural. A iniciativa prevê, ainda, a realização de estudos para aperfeiçoar os critérios socioambientais utilizados nos processos de financiamento e investimento do Banco do Brasil, contribuindo para a redução de risco e impactos socioambientais. E ações para aprimorar os modelos de negócios voltados ao desenvolvimento regional sustentável e ampliar o portfólio de produtos e serviços financeiros com contribuição socioambiental do BB.
O seminário realizado nesta terça-feira, com o objetivo de discutir desafios e oportunidades da Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara Legislativa.
 
FONTE: http://www.wwf.org.br/?28204/Falta-de-reciclagem-causa-prejuizos-de-RS-8-bilhoes-ao-ano

Os Vírus

Não são classificados em nenhum dos Reinos dos seres vivos. Não possuem estrutura celular, são acelulares. São constituídos por: Capsídeo (Cápsula de proteínas) e DNA viral.
São parasitas intracelulares obrigatórios.

Composição Química da Matéria viva

  • Água:
- Solvente Universal;
- Controle Térmico;
- Processo de Osmose;
  • Sais Minerais
- Ativadores enzimáticos;
- Rigidez a ossos e conchas;
- Participam da coagulação sanguínea, contração muscular e impulso nervoso;
  • Carboidratos
- Altamente energéticos;
- Monossacarídeos (Glicose, frutose);
- Dissacarídeos (sacarose, lactose);
- Polissacarídeos (Amido, glicogênio, celulose);

  • Lípidios
- Substâncias de reserve energética;
- Isolante térmico e elétrico (neurônios);
- Constituídos por ácidos graxos e álcool;
- Fazem parte da Membrana Plasmática;
  • Proteínas
- Atuam na defesa (anticorpos);
- Aceleram reações químicas (Enzimas);
- formadas por um conjunto de aminoácidos unidos por ligações peptídicas;
- Quando desnaturados perdem sua forma e função;
  • Ácidos Nucléicos
- DNA (ácido desoxirribonucleico);
- RNA (ácido ribonucleico);
- DNA: formado por nucleotídeos - Adenina (A), Timina (T), Guanina (G) e Citosina (C).
- RNA: formado por nucleotídeos - Adenina (A), Guanina (G), Citosina (C) e Uracila (U).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ecologia

Ecologia é definido como o estudo da casa, ou seja, considerando que a nossa casa é o planeta terra, Ecologia nada mais é, que o estudo do planeta, ou nada mais que, o Estudo da Biosfera. Uma biosfera pode compreender uma floresta, um rio, um oceano, um manguezal. Em cada um destes conjuntos, pode ser chamado de ecossistema, e dentro de cada um podemos identificar dois fatores:
A) Fatores Abióticos -  fenômenos Físicos, químicos, geológicos: como por exemplo água, ar, solo, calor, luz, etc. Podemos dizer ainda que é a parte não viva do Ecossistema.
B) Fatores Bióticos - é o Conjunto dos seres vivos, então, é a Parte viva do Ecossistema.
Os Ecossistema são conjuntos dinâmicos, pois seus componentes estão sempre em interação, por isso estes componentes sempre devem conviver em Equilíbrio Ecológico. Então sabemos agora que num ecossistema vivem diversar espécies de seres vivos.
O conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que habita uma determinada região é chamado de população. E dentro de um Ecossistema existem diversas populações de espécies diferentes, sendo o conjunto de todas estas espécies constitui uma Comunidade Biológica.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Buraco na camada de ozônio atinge nível recorde no Ártico

O buraco na camada de ozônio acima do Ártico chegou a nível recorde segundo informações da Organização Meteorológica Mundial divulgadas nesta terça-feira (5). A diminuição na camada acima da área chegou a 40% durante o inverno no hemisfério norte. O recorde anterior era de 30%. Para a OMM, substâncias que destroem a camada de ozônio continuam a ser emitidas como o clorofluorcarbonetos (CFCs) - lançados na atmosfesta por extintores de incêndio, sprays e refrigeradores. Apesar de recorde, o número já era esperado pelos especialistas do órgão ligado às Nações Unidas (ONU). A perda de ozônio na atmosfera também acontece sobre a região da Antártida. Mas segundo a OMM, os danos na região polar do hemisfério sul estão diminuindo com o tempo, com a recuperação da camada no local.
A camada protege a superfície terrestre da exposição exagerada a raios ultravioletas, que podem causar câncer na pele, cataratas nos olhos e comprometer o sistema de defesa do corpo de humanos. Os danos também atingem outros animais e plantações. A medição foi feita durante o inverno no hemisfério norte, que terminou durante o mês de março. Segundo a OMM, o frio excessivo na estratosfera - região onde fica a camada de ozônio - pode ser uma das causas para a diminuição recorde. Quando a temperatura nesta parte da atmosfera - entre 10 a 50 quilômetros de altitude, acima da maior montanha da Terra, o Everest, com 8.849 metros de altura - fica abaixo de 78 graus Celsius negativos, o efeito nocivo na camada de ozônio acontece, já que nuvens se formam nas regiões polares e reagem com a camada. O Protocolo de Montreal, estabelecido há 31 anos, havia combatido o uso de substâncias emissoras de CFCs, mas, para o braço meteorológico da ONU, a causa para a perda de ozônio ainda está ligada a atividades humanas que destroem a camada. O objetivo final do acordo é que os níveis de destruição da camada sejam menores do que eram em 1980.